Setor varejista acredita que a liberação do FGTS deve movimentar a economia

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A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) acredita que a injeção de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) na economia vai ajudar a aquecer os setores do comércio e serviço que, juntos, representam mais de 73% do PIB do país, empregam 72 milhões de pessoas e movimentam cerca de R$ 4,1 trilhões por ano. A entidade defende que a medida vai ao encontro das expectativas dos varejistas, que esperam ações que contribuam para a dinamização da economia.

Além do estímulo ao consumo, a liberação do FGTS vai auxiliar o cidadão brasileiro a quitar suas dívidas, reduzir a inadimplência e recuperar o crédito, condições que, juntamente com as reformas em tramitação no Congresso Nacional, são fundamentais para a retomada do crescimento da economia.

Jean Paul Rebetez, sócio-diretor da GS&Consult, concorda: “Essa janela aberta pelo governo, que previu incremento de 0,35% no PIB, tem destino certo: quitação/amortização das dívidas contraídas. Afinal, o Brasil conta com mais de 60 milhões de pessoas negativas no Serasa”.

Em abril, o Indicador de Uso do Crédito, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), mostrou que 17% dos consumidores brasileiros tiveram crédito negado ao tentarem fazer uma compra a prazo. O levantamento aponta que a principal razão para a negativa é o fato de estarem com o nome inserido em cadastros de inadimplentes (27%). O estudo é realizado bimestralmente e, neste caso, tem o mês de abril como referência.

Para o presidente da CNDL, José César da Costa, o acesso aos recursos do fundo pode beneficiar o brasileiro que mais necessita. “Os saques devem atender às necessidades de quem mais sofre neste momento, os cidadãos das classes C, D e E, que estão há muito tempo sem liquidez”.

*Imagem reprodução

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