“As marcas devem se preocupar em gerar uma experiência positiva para o consumidor”

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Restaurantes, supermercados, farmácias, produtos de beleza, itens de sex shops e até carros. O Rappi vem ganhando cada vez mais espaços para reafirmar sua intenção de ser um serviço de “entrega de tudo”.  Crescendo cerca de 30% ao mês no Brasil, a startup de tecnologia de consumo é movida a desafios. Camila Velzi, diretora comercial da Rappi, será uma das palestrantes do 10º Fórum Internacional de Gestão de Redes de Franquias e Negócios, promovido pelo Grupo BITTENCOURT. Nessa entrevista, ela aborda a relação da marca com o consumidor.

[M&C] O Rappi tornou-se um superaplicativo. Para quais serviços ele ainda pode se expandir?
[Camila Velzi] As possibilidades de expansão são inúmeras, sempre tendo em vista que nosso objetivo é fazer com que nosso usuário tenha mais praticidade e tempo livre no seu dia a dia. Acreditamos que nosso próximo passo, além da expansão no País, é consolidar nossa oferta e expandir o portfólio de serviços para atender a todos os anseios dos nossos consumidores. Como um superapp, temos certeza que podemos facilitar, e muito, a vida de nossos usuários.

Quais os segredos para ter uma comunicação eficiente com o consumidor?
Na minha visão, o segredo é utilizar o conhecimento que temos dos nossos usuários. Nós sabemos o que eles pedem, que horas pedem e com que frequência pedem. Assim, conseguimos saber o que eles realmente gostam de consumir. De nada adianta eu oferecer um hambúrguer para um usuário que é vegetariano, por exemplo.

Como expandir os serviços e manter um padrão de qualidade?
Com uma equipe muito determinada e experiente, que está empenhada diariamente em fazer a Rappi continuar crescendo. Hoje, crescemos cerca de 30% ao mês no Brasil. Quando abrimos novas praças, nos preocupamos em ter uma oferta atrativa dentro do aplicativo para que a experiência do usuário seja bacana. Além disso, sempre começamos com um raio de atuação menor para ajustar os detalhes e operação e vamos ampliando a medida que estamos confiantes de que o usuário será bem atendido.

O Omni franchising é apontado como o próximo passo para as redes de franquia. No seu entendimento, como as franquias podem melhorar o relacionamento com o consumidor?
Acredito que o primeiro passo é entender que o consumidor está mudando seus hábitos e cabe a nós (prestadores de serviços e varejistas) acompanharmos essa mudança. Quanto mais rápida a adaptação para essas mudanças, melhor. Também penso que, no caso do delivery, a mudança deve ser encarada como uma super oportunidade para conquistar clientes que não consomem a marca no ambiente físico e, com uma boa comunicação e promoção dentro da plataforma, passam a consumi-la também em outro momento.

As marcas devem se preocupar em gerar uma experiência positiva para o consumidor, tanto no delivery, como em suas lojas físicas. Uma embalagem bacana, uma promoção adequada e uma página atrativa dentro do app fazem toda a diferença na percepção do usuário e consequentemente em sua relação com as marcas! 

O 10º Fórum Internacional de Gestão de Redes de Franquias e Negócios acontece nos dias 1 e 2 de outubro, no Teatro Santander, em São Paulo. Em nove edições, já recebeu mais de 9 mil executivos, dentre CEO’s, diretores e gerentes, de 2 mil empresas, incluindo as maiores redes de franquias e negócios do país.  Os debates serão conduzidos por lideranças de destaque como Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza; Marcelo Bertini, presidente do Cinemark; Chieko Aoki, presidente da rede Blue Tree Hotels; Caito Maia, fundador e presidente da Chilli Beans, entre outros.

* Imagem reprodução

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