Mais, melhor e mais rápido

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Nos dias de hoje, essa tríade é o anseio de muitos executivos de empresas dos mais diversos segmentos. E muitas vezes ela se traduz como ganho de eficiência operacional nos negócios.

Tratar de eficiência operacional é nada mais do que fazer mais com menos. Para isso, se deve ter um olhar crítico para cada processo, cada atividade da empresa e se questionar sempre “como posso fazer isso melhor, mais rápido e com menor custo sem perder a qualidade no processo?”.

Parece simples, mas, na verdade, é um trabalho complexo, que muitas vezes vai exigir algumas quebras de paradigmas na empresa. Há sempre quem pense: mas por que mudar se sempre foi assim? Se sempre deu certo?

Na verdade, o que funcionou no passado já pode ter deixado de fazer sentido há tempos e as empresas acabam não enxergando isso, pois estão envolvidas no dia a dia do negócio.

Esse tema também mexe bastante com a cultura da empresa e com as pessoas. Passa-se a exigir mais produtividade, mais inteligência na execução dos processos, inovação para mudar o que “sempre foi feito” e também mais tecnologia, grande aliada para se alcançar esse objetivo.

A tecnologia ajuda a executar com mais precisão atividades de rotina e que acabam sendo apenas custo para a empresa, pois geralmente envolvem pessoas e muita burocracia. Ela pode ser usada em várias etapas do processo; desde automação da realização das compras para abastecimento dos estoques; fechamento dos pedidos por totens digitais e, com isso, gerar ganho de eficiência no checkout para eliminar filas; permitir a atualização de preços de forma automática por meio de etiquetas digitais e muitas outras situações que garantem economia do tempo na operação e redução de custos no médio/longo prazo.

No caso do varejo, a falta de eficiência se traduz em estoques cheios de mercadorias paradas, ou o inverso disso, ruptura dos estoques, organogramas inchados ou com pessoas com o perfil errado nas funções vitais, perda de vendas, demora no atendimento, filas no checkout e muitas outras situações que acabam causando um impacto negativo no consumidor.

A tecnologia associada às pessoas, uma revisão dos processos da empresa, em como as coisas são feitas, podem fazer com que ela dê um salto de crescimento.

No painel que vou conduzir no LATAM Retail Show, em 28 de agosto, vou abordar esse tema com convidados muito especiais: Bruno Brasil da Reserva, Banielly Billeiro da Arezzo e Marcos Tadeu da Riachuelo. Cada uma dessas empresas tem enfrentado a dor de um mercado cada vez mais acirrado e competitivo por meio de mudanças estratégias que trazem mais eficiência às suas operações.

A Reserva, por exemplo, tem cada vez mais se voltado para uma eficiência maior no planejamento de compras e isso significa gerenciar melhor a oferta de produtos, prever a demanda nas lojas e gerir melhor os estoques. Assim, as lojas conseguem oferecer exatamente o que o cliente deseja, assegurando que os produtos que ele quiser estejam na loja.

Por meio da avaliação de indicadores das unidades, eles também conseguem fazer uma previsão da demanda e, com isso, as equipes de venda podem oferecer mais produtos diversificados para os clientes da loja, sem necessariamente ter que vender para mais pessoas, o que representa uma otimização do fluxo de clientes na loja e aumento da geração de receita.

A Arezzo também tem feito uma imersão para ganhar eficiência em sua operação. Com o mercado nas grandes cidades já tomado pelas lojas da marca, a empresa decidiu que isso não seria impeditivo para continuar crescendo e desenvolveu um novo modelo de loja em parceria com o Grupo BITTENCOURT.

A unidade foi pensada para a introdução da marca em mercados menores – aqueles com população entre 80 mil e 250 mil habitantes. A loja ganhou eficiência com algumas alterações estratégicas. Nela, posições como vendedor, estoquista e caixa deram lugar aos consultores de vendas, multifunção – que vendem, fazem o checkout e repõem os estoques.

A loja, entre outras coisas, possui telas interativas com acesso ao e-commerce da Arezzo, suprindo assim a demanda de produtos que não estão disponíveis na loja.

Já a Riachuelo, também nessa mesma linha, integrou sua operação online com a offline, ampliando seu portfólio de produtos ofertados ao consumidor. A loja por meio da tecnologia permite que o cliente feche a compra direto do provador, compre online e retire na loja, entre outras iniciativas no campo da inovação, para aprimorar a experiência de compra do cliente, em qualquer um dos seus canais.

Esses são apenas alguns exemplos de empresas que já encararam a necessidade de fazer mais, melhor e mais rápido e assim saem na frente para se manterem contemporâneas e perenes. E você? Já começou a repensar o seu negócio? Se ainda não, conheça mais sobre como tornar sua empresa ágil clicando aqui.
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Lyana Bittencourt, diretora executiva do Grupo BITTENCOURT consultoria especializada em desenvolvimento, expansão e gestão de redes de franquias e negócios, com soluções voltadas para a apoiar as empresas na definição das melhores estratégias para expansão da marca, atuando desde a definição da estratégia até a estruturação e implementação de  canais  de vendas e distribuição, como franquias e outros canais.

* Imagem reprodução

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