Como olhar para o futuro do consumo? Um exercício metodológico atual

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Em um mundo VUCA (volátil, incerto, complexo e ambíguo), as competências adquiridas com autoconhecimento e desenvolvimento em ambientes complexos são muito mais valorizadas do que as aprendidas na escola. Fabiana Mendes, sócia-diretora da GS& Friedman, fez a curadoria da palestra. Ela destaca que “saber lidar com a incerteza é uma vantagem, que nos prepara para o futuro e facilita o pensamento criativo”.

Criar negócios sustentáveis e humanizados que agreguem valor social e expandir o pensamento criativo passa por questionar o status quo, pensar fora da caixa e no que as empresas têm valorizado muito mais.

A Natura acredita que a diversidade é muito importante, assim, preza para que seus funcionários estejam de acordo com a cultura criada e defendida por ela.  O grupo está presente em 9 países, possui 100 milhões de consumidores e 6,9 mil colaboradores no mundo.

Segundo Mariana Talarico, diretora global de desenvolvimento organizacional da marca, os quatro pilares fundamentais da Natura são: toda a experiência precisa ter essência, relacionamento e consultoria  são imprescindíveis, é necessário que haja tecnologia a serviço do consumidor e, por fim, sustentabilidade. Ela ressalta que a missão da empresa é “transformar pessoas que transformem o mundo”.

Vanessa Lobato, vice-presidente de Recursos Humanos do Banco Santander, defende que a visão verticalizada dos bancos já ficou para trás. Segundo ela, líderes que dão o exemplo e rituais seguidos por todos os funcionários de uma empresa são primordiais para o novo modelo de negócio bancário: “além de mesas ágeis, é fundamental um pensamento ágil”.

O consumidor mudou e a forma de consumir, também. Com essa transformação, as empresas precisaram se reinventar. O RH é parte fundamental de uma empresa e não se pode cair na armadilha da automatização de processos. Rita Pelegrino, diretora de recursos humanos do grupo BRF, destaca: “segurança, qualidade e integridade” são os pilares da marca.

Para finalizar, Mário Gazin, fundador do grupo Gazin, abriu espaço para falar sobre as dificuldades que todas as empresas enfrentam. Ele defende que estar próximo ao funcionário faz com que ele sinta “respeito, lealdade e admiração” por quem o lidera.

Empresas buscam tecnologia para integrar usuários e proporcionar experiências. O futuro agrega e oferece oportunidades, então, a tomada de decisão puramente racional já acabou. Hoje, acontece algo muito mais intangível, que toma lugar nas empresas: a intuição. Ao grande líder cabe empatia e capacidade de ouvir para que haja uma análise tanto de dados quanto de fatos. O equilíbrio de razão com emoção é o que nos diferencia, hoje, das máquinas.

* Foto: Terassan Fotografia

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