LATAM Retail Show: no primeiro dia de evento, líderes de diferentes segmentos debatem o poder do varejo brasileiro

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Com curadoria de Marcos Gouvêa de Souza, diretor-geral do Grupo GS& Gouvêa de Souza, o debate começou a partir da apresentação de Artur Grynbaum, presidente do Grupo Boticário. Segundo o empresário, hoje, além de always on é preciso ser always beta: “estamos sempre fazendo testes para melhorar”.

A sétima maior varejista do país, tem crescimento acima das taxas do mercado, chegando a cerca de 11 por cento ao ano.  O grupo, presente em 15 países, visa impactar pessoas e não o meio ambiente. Para inovar, foi a primeira empresa do mundo a lançar um perfume utilizando o reconhecimento facial e, preocupada com questões sociais, possui 80% de sua linha Nativa SPA sem nada de origem animal (vegana), além de possuir o maior programa de recolhimento de embalagens do Brasil.

Os números são gigantes. 16 milhões de clientes, 527 fornecedores de toda a natureza e 1,5 milhão de sinistros regulados por ano. Porém, Edson Franco, CEO da Zurich Seguros no Brasil, afirma que “não basta dar resultado, é preciso cumprir um papel social”. O executivo comentou sobre a quarta revolução industrial, momento que estamos vivendo no mercado, hoje. É preciso, então, focar no cliente e naquilo que a máquina não é capaz de substituir (ler contextos, tomar decisões e relacionar-se com pessoas).

A transformação digital das companhias envolve métricas. Tendo em vista que 40% da população brasileira é desbancarizada e 50% está em nível de subemprego e/ou desemprego, é necessário saber que a tecnologia é importante, mas o papel do varejo, atualmente, na distribuição de seguros financeiros cumpre uma função social.

Entre tendências, conceitos e insights do varejo, Paulo Correa, CEO da C&A Brasil, mostra que “a transformação do varejo é uma consequência da transformação social”. São cinco pontos importantes nos modelos de negócio atual para que eles se encaixem a mudanças da sociedade contemporânea. A velocidade, a transparência da verdade, a experiência, a personalização e o fim do ownership. Como o segmento da moda é uma forma de se expressar para o mundo, a C&A tenta se encaixar nessa constante adaptação social, sendo, por exemplo, a primeira empresa no mundo a lançar um produto 100% compostável.

Por fim, no mundo VUCA, Peter Estermann, diretor presidente do GPA, ressalta que a transformação digital engloba a jornada do cliente, a rapidez e o valor de negócio. A mudança envolve compra, pagamento e recebimento do produto. “Pelo poder de escolher”, slogan da marca composta por Pão de Açúcar, Extra. Assaí e outras (como a nova James delivery) nada mais é do que uma junção da proposta multi formato e multi canal. “Abrir a cabeça para a inovação” é o que guia a líder no varejo alimentar, marca que preza tanto pela qualidade e quanto pela disrupção.

* Foto: Terassan Fotografia

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