“Um novo jogo em que as marcas querem se aproximar do consumidor final para estreitar relacionamento”

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O consumidor está cada vez mais empoderado e exige vez mais das marcas e lojas antes de consumir. No outro ponto, as marcas buscam se aproximar desse consumidor. Os modelos DTC (direto ao consumidor) e DNVB (marcas verticais digitalmente nativas) ganham importância e disputam espaço nesse contexto. As estratégias e semelhanças desses modelos foram tema de plenária no LATAM Retail Show.

“É um novo jogo em que as marcas querem se aproximar do consumidor final para estreitar relacionamento, ouvi-lo e trazer inovações. O consumidor está no centro e os modelos DTC e DNVB cumprem essas funções, geralmente competindo por espaço e oferecendo soluções integradas’, explicou Alexandre Machado, sócio-diretor da GS&Consult, mediador das palestras.

Julio Takano, fundador e CEO da Kawahara Takano, empresa que desenvolve arquitetura de negócios e conceitos de store design, esteve entre os debatedores. “A dica de ouro é pensar em lojas 4.0. Eles concretizam a estratégia comercial em tudo o que produzem. Assim, entendem, e entrega a memória afetiva do ponto de venda. Isso é fazer bem feito”, explicou.

O diretor comercial da Sherwin-Williams Brasil, Marcos Correia, mostrou o case DTC da marca. A rede separou produtos para o varejo daqueles do canal controlado para minimizar conflitos. A Sherwin criou o concento de “revendas master” para implantar os pontos de venda, que buscam aumentar o contato com a marca por meio de iniciativas como display de cores e o Colorgin Moonlight, um spray que aplica uma fina camada refletiva na bicicleta e proporciona mais segurança aos ciclistas.

A Tramontina tinha uma loja física em Carlos Barbosa, desde 1978. Entretanto nunca havia levado o conceito à frente. Evandro Costa, gerente geral da Tramontina Store, explicou os motivos para a adoção das lojas físicas: elevar o conceito, mostrar o mix de produtos e proporcionar experiência. A Tramontina Store oferece produtos de utilidades domésticas e equipamentos para cozinha, com foco para classes A e B, entre 25 e 40 anos. Dentre os resultados, proporcionou melhor conhecimento ao consumidor e aproximou a Tramontina do seu público.

Já a Mobly nasceu digital e rapidamente conquistou espaço no setor de e-commerce de moveis. Yuri Salomoni, diretor de Novos Negócios da marca, destacou que o futuro é atender bem o cliente. A marca percebeu que, mesmo com avanço do online, as lojas físicas ainda serão maioria por algum tempo.

“Por ter nascido na internet, o que nós temos de diferencial são os dados. Utilizando-os sabemos o que se vende e procura nas regiões. De 20 mil produtos colocados no ponto de venda, só trocamos 320”, destacou. A experiência do cliente tem foco central e a busca por detalhes faz a rede investir em interatividade e inovações no ponto físico.

* Foto: Terassan Fotografia

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