4,8 milhões de negócios compõem o varejo brasileiro

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As relações de consumo são das mais importantes da economia, pois geram a maioria dos empregos formais do Brasil e movimentam diversos níveis de cadeias produtivas e comerciais. Elas são as primeiras a responder às mudanças estruturais. Mas esta adaptação nem sempre é fácil.

“Enfrentar os desafios que o mercado impõe aos empresários diariamente tem sido uma tarefa complexa, pois, acompanhar a evolução tecnológica exige investimento, tempo e inovação, e quem ficar parado, será, sem dúvida, engolido pela concorrência”, disse Otávio do Amaral, CEO do Empresômetro.

De acordo com a empresa de inteligência de mercado, o Brasil possui mais de 4,8 milhões de negócios de comércio varejista. O setor vem passando por algumas dificuldades nos últimos cinco anos, devido à crise econômica. Mesmo assim, vem conseguindo se manter relativamente aquecido sendo um dos setores que mais cresceu no período. Amaral afirmou que “isso se deve muito aos diversos formatos, canais e modelos adotados pelos varejistas, todos com o objetivo de melhorar a experiência de compra”.

Em 2014, foram abertos mais de 200 mil comércios varejistas no país e, no ano seguinte, foram 300 mil. Em 2016 e 2017, mais de 400 mil novos negócios abriram. Em 2018, o total ultrapassou 500 mil. Apenas na primeira metade de 2019, o número de empresas abertas voltadas para o varejo já ultrapassava 400 mil.

Apenas na região Sudeste, são mais de 2,2 milhões de negócios com atividades voltadas para o varejo. Em segundo lugar, está o Nordeste, com mais de 1,1 milhão e Sul, com 800 mil. Na região Centro-Oeste são mais de 400 mil negócios ativos e no Norte do país cerca de 300 mil.

Cerca de 2,4 milhões desses negócios pertencem aos microempreendedores individuais. “São pessoas que, em sua maioria, foram trabalhar em atividades com as quais têm mais afinidade e que não exigem utilização de maquinários e nem de aptidões especiais, que é o caso das empresas de vestuário, por exemplo”, declarou Amaral.

Apenas no segmento de moda, são cerca de 702 mil dos negócios de microempreendedores individuais e aproximadamente 335 mil são pequenas empresas. As empresas de médio e grande porte somam 4 mil e 400 são microempresas.

De acordo com dados do Empresômetro, o comércio varejista de artigos de vestuário e acessórios tem a maior fatia de empresas ativas no Brasil, com mais de 1,04 milhão de negócios, o que representa 83,34% do total, ocupando, portanto, o 1º lugar no ranking.

O comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância em produtos alimentícios, como minimercados, mercearias e armazéns, está em 2º lugar no ranking, com mais de 489 mil negócios ativos.

O 3º lugar do ranking pertence ao comércio varejista de bebidas, com mais de 224 mil negócios ativos por todo o Brasil, e que apresentou um crescimento de 3,8% no volume de vendas em janeiro de 2019, de acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Nos últimos 5 anos, foram registradas mais de 150 mil novos comércios varejistas de bebidas em nível nacional. Em 2014, o total de novas empresas nesse ramo era pouco mais de 13 mil, mas no ano seguinte, em 2015, esse número passou de 22 mil. Em 2018, no ano passado, foram mais de 29 mil novos negócios com atividade voltadas para o varejo de bebidas e na primeira metade de 2019 esse número já ultrapassava 27 mil.

O comércio varejista de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal está em 4º lugar no ranking, com mais de 200 mil negócios ativos no país todo.

Em 5° lugar no ranking está o comércio de produtos de categorias variadas, agrupados em um mesmo CNAE – Classificação Nacional de Atividade Econômica, que engloba o comércio varejista de produtos não especificados, que vão desde artigos religiosos, molduras e quadros até quinquilharias para uso agrícola.

“Se comparado com o todo, essas empresas, em seus nichos, somam uma generosa fatia de artigos diferenciados que, certamente, têm um mercado específico e um público-alvo e que a seu modo, fazem girar a economia”, disse o CEO do Empresômetro.

* Imagem reprodução

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