O capitalismo consciente pode impactar pessoas e inspirar negócios

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O capitalismo pode transformar o mundo por meio de negócios conscientes, sustentáveis e inovadores. O 10º Fórum Internacional de Gestão de Redes de Franquias e Negócios realizou o painel Capitalismo Consciente para debater a temática. O evento teve o lançamento de um novo movimento, o Franchising Consciente.

“Nós do Grupo BITTENCOURT estamos repensando valores e discutindo como podemos ser melhores e mais originais. Queremos ajudar as pessoas e organizações a serem exemplos, por isso decidimos, junto com o Instituto, lançar o movimento Franchinsing Consciente. A intenção é impactar pessoas e inspirar negócios do segmento”, destacou Lyana Bittencourt, diretora executiva do Grupo BITTENCOURT.

Ela enfatizou o caráter colaborativo e cocriativo da jornada. As bases do movimento podem ser vistas no site. Hugo Bethlem, diretor geral do Capitalismo Consciente Brasil, enfatizou que o capitalismo precisa de mudanças porque está criando grandes desigualdades. Um exemplo disso é que 82% da riqueza mundial está concentrada em 1% da população. “Nós somos um pequeno grupo de pessoas inconformadas que não aceitam o inaceitável”, explicou.

O capitalismo consciente propõe mudanças como busca do resultado pelo propósito, líderes mais humanos, interdependência dos stakholders e preservação da cultura das empresas. “O franqueado também pode fazer as mesmas relações com colaboradores, clientes e fornecedores”, complementou.

A Fazenda da Toca foi apresentada como um exemplo de empresa que aplica os pilares do capitalismo consciente em sua atividade. Fernando Bicaletto, diretor-geral da companhia, abordou as iniciativas e desafios da atividade. A fazenda produz ovos orgânicos, leite orgânico, sistemas agroflorestais e grãos.

O empreendimento dedica 35% da área a mata preservada. A Fazenda da Toca trabalha a sustentabilidade em três pilares: regeneração do meio ambiente, impacto social positivo e viabilidade econômica em larga escala. O propósito é incentivar a agricultura orgânica em larga escala e contribuir para um modelo de produção agropecuária mais sustentável pela o planeta.

“Quando a gente começa a observar a natureza, ela nos ensina muito. Devemos adaptar o produto à natureza e não o contrário”, ressaltou Bicaletto. Abordando o processo de produção de ovos, ele mostrou o bom tratamento das aves como forma de entregar um melhor produto.

Outras ações praticadas pela empresa para tornar o negócio mais sustentável foram: fim das embalagens plásticas – economizando 52,5 toneladas a menos de plástico por ano e apoio aos animais vítimas do tráfico – implantando um santuário para recebe-los.

“Hajam dentro do que vocês podem fazer. Em nossa trajetória aprendemos que devemos insistir no propósito; que o caminho mais lucrativo nem sempre é o melhor e valorizar e tratar bem os stakeholders”, finalizou.

Foto: StudioLopes

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