Black Friday deve impulsionar o crescimento do e-commerce

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O comércio eletrônico deve crescer 18% na Black Friday deste ano em relação a 2018. O faturamento deve chegar a R$ 3,45 bilhões e o ticket médio será de R$ 340. As categorias mais procuradas devem ser informática, celulares, eletrônicos, moda, acessórios, casa e decoração. O levantamento é da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

A expectativa é que o número de pedidos chegue a 10,13 milhões, alta de 18% se comparado ao ano anterior. “Esperamos um crescimento de 50% nas vendas. Já começamos a pensar nas estratégias e promoções, o próximo passo será verificar o estoque para nos certificarmos que todo mundo receberá o produto no prazo e com qualidade”, disse Sirlene Costa, proprietária da Dassi Boutique.

Segundo pesquisa realizada pelo Zoom, 95% das pessoas pretendem comprar na Black Friday e 66% estão pensando em aproveitar a data para antecipar as compras de Natal. O estudo, realizado com mais de 4 mil pessoas, mostra que 98% das pessoas buscam informações e monitoram o preço dos produtos que pretendem adquirir.

“O grande diferencial desta edição será as novas tecnologias, alguns e-commerces já aceitam pagamento via QRCode, outros usam gamification e countdown para impulsionar as vendas e motivar os clientes”, disse Fellipe Guimarães, fundador da empresa de tecnologia Codeby.

Para 74% dos consumidores, o fator mais importante na hora de comprar é o preço. “Ele sempre foi e vai continuar sendo um fator importante na decisão de compra, todo consumidor quer ver seu dinheiro render. Por isso, usamos descontos agressivos em nossos produtos durante a data. A ideia é que o cliente tenha um produto de qualidade com custo acessível”, afirmou Sabrina Nunes, CEO do e-commerce de semijoias Francisca Joias.

É importante que os e-commerces tenham layout responsivo, ou poderão perder vendas. De acordo com a pesquisa sobre a Black Friday de 2017, compras realizadas via mobile cresceram 81,8% em 2018, o que significa que quase 30% das compras realizadas no período foram feitas via mobile.

De acordo com o WEBSHOPPERS, pesquisa feita pela Nielsen em parceria com a Ebit, em janeiro deste ano o m-commerce tinha 42,7% de pedidos, em junho aumentou para 43,1%. Segundo o Conselho Eletrônico da FecomercioSP, até 2020 as vendas via dispositivos móveis devem superar as feitas via desktop, e segundo o IBGE, 92% dos acessos a internet são feitos pelo celular.

“O empresário hoje precisa acompanhar as tendências, se preparar para as datas comemorativas. Na verdade, mais que isso, o comerciante precisa estar preparado durante todo o ano, seja com novos produtos/serviços, ações de marketing, acessibilidade no site. É necessário se adaptar, pois o cliente não espera. Hoje há muitas opções e ele só irá comprar com quem atender suas expectativas”, pontuou Luísa Morato, co-fundadora do e-commerce de camisetas premium Camys.

* Imagem reprodução

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