Busca por crédito empresarial cresce 6,2% em agosto

432
[tempo para leitura: 2 minutos]

O Indicador Serasa Experian de Demanda das Empresas por Crédito cresceu 6,2% em agosto de 2019, na comparação com o mesmo mês de 2018. Este resultado demonstra uma gradual recuperação da busca das empresas por crédito para investir.

O bom desempenho foi alavancado pelo crescimento de 31,9% na busca por crédito por parte das médias empresas, seguida pela busca das grandes corporações, que aumentaram 29,7% em relação a agosto de 2018. Nas micro e pequenas empresas, a alta entre um ano e outro foi de 5,5 %.

Luiz Rabi, economista da Serasa Experian, acredita que o aumento maior nas médias empresas se deve, além da demanda por capital de giro e renegociações, por possuírem um desempenho econômico melhor do que as micro e pequenas. Assim, esses negócios de médio porte sentem maior necessidade de investir em projetos, demandando mais crédito.

O acumulado dos oito primeiros meses de 2019 teve alta geral de 5,8% quando comparado com o mesmo período o ano passado. Até agosto, as grandes corporações pediram 24,5% mais crédito, sendo seguidas pelas médias, com alta de 22,8% e dos micro e pequenos negócios, com 5,3% mais requisições de crédito na comparação com os mesmos meses de 2018.

O economista prevê uma provável tendência de crescimento das demandas por crédito que deve continuar ao longo dos próximos meses, principalmente pela atividade econômica ser mais intensa e com o aumento do consumo típico do segundo semestre.

A maior alta na busca empresarial por crédito acontece nas empresas do setor de Serviços, cujas solicitações do gênero cresceram 10,8% entre agosto deste ano e do ano anterior. Enquanto isso, as empresas de Comércio cresceram 2,6% e as Indústrias 0,9% durante o mesmo período.

Na variação anual, a procura por crédito subiu em todas as regiões, sendo que o Nordeste permanece a que mais cresce em relação ao ano anterior, com um aumento de 9,5% quando comparado com agosto/2018. Já no acumulado dos oito meses de 2019, a maior variação foi registrada no Sudeste (8,3%), seguido Centro-Oeste (7,6%), Nordeste (7,5%), Norte (7,3%) e Sul (2,4%).

* Imagem reprodução

Deixe uma resposta