Conteúdo digital é a fórmula para esportes menos populares conquistarem patrocinadores e fãs

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O futebol é o esporte favorito do brasileiro e, em se tratando do mercado de patrocínio e marketing, ele fica com a maior fatia. A distância para os demais colocados é muito grande. “O futebol fica com aproximadamente 60% dos patrocínios no Brasil”, afirmou José Colagrossi, diretor-executivo do Ibope Repucom.

Os demais esportes com forte presença no Brasil são o basquete, o vôlei e o automobilismo. Estas modalidades competem entre si, já que o mercado esportivo brasileiro movimenta algo em torno de 10 bilhões de reais, segundo estimativas, e metade fica com o futebol.

Ao se falar das modalidades olímpicas, a situação é ainda mais grave. “Você tem nos esportes olímpicos uma ausência de patrocínio muito grande. 2019 foi o pior ano nos últimos dez anos em termos de patrocínio de esportes olímpicos”, comentou o executivo do Ibope Repucom.

Para gravar ainda mais este cenário, o governo federal retirou o seu apoio financeiro. “Ele era um dos grandes patrocinadores do esporte e o principal patrocinador do futebol, através da Caixa, mas não só dela. Banco do Brasil, Correios e Furnas também patrocinavam. A combinação da saída do governo federal e a recessão econômica abalaram bastante. 2019 foi um ano muito difícil para o patrocínio esportivo”, descreveu Colagrossi.

Ele define ainda que vivemos em um ciclo vicioso, pois é necessário investir para ter visibilidade, mas apenas quem tem visibilidade recebe os investimentos. E muitos esportes menos populares possuem torcedores no país. O futebol americano, por exemplo, possui cerca de 15 milhões de fãs no Brasil, segundo estimativas do Ibope Repucom, mas nem todas as empresas conhecem este mercado em potencial ou desejam investir nele.

O especialista defende que o caminho para reverter este quadro é a geração de conteúdo digital exclusivo, que pode popularizar e divulgar esportes menos populares, de uma forma que não era possível até então. “O fã adora consumir coisas interessantes e conteúdo proprietário digital é o principal caminho para você atrair público. Gerar conteúdo interessante, que as pessoas queiram ver e viralizem é a maior estratégia”, afirmou Colagrossi.

Ele defende ainda a integração digital. “Fazer com que os perfis sociais das confederações, federações ou ligas sejam interativos para que o fã possa ser reconhecido na sua paixão. Para que ele possa interagir, receber resposta. Postar conteúdo de fã é muito importante”, esclareceu.

O executivo acredita que as ligas e times precisam gerar valor de marca dos patrocinadores nas mídias sociais. “Esta estratégia não é nova. Tem gente no Brasil que faz isso extremamente bem. Um exemplo é a Confederação de Rugby, que faz isso há anos com enorme sucesso. Por isso atraiu patrocinadores do calibre do Bradesco”, contou o especialista.

Este assunto será abordado durante o Summit Sportlab, no painel “Como a digitalização da sociedade está impactando a indústria de patrocínio esportivo”, que contará com a participação de José Colagrossi. O evento será realizado em 5 de dezembro, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, e contará com a presença dos principais líderes e executivos do esporte brasileiro para debater os novos caminhos para a gestão e governança do esporte brasileiro. O encontro é realizado pela Sportlab em parceria com a associação SOU DO ESPORTE.

SERVIÇO – SUMMIT SPORTLAB
Data: 5 de dezembro
Horário: 8h às 20h
Local: Hotel Maksoud Plaza – São Paulo, SP
Website: http://esportebrasil.net.br/
Sympla (+ transmissão ao vivo): https://www.sympla.com.br/esporte-brasil-summit-sportlab–v-premio-sou-do-esporte__683193

* Imagem reprodução

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