Proporcionar experiências permite construir um novo relacionamento com os fãs

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O que um evento musical e uma partida de futebol têm em comum? Para responder a esta pergunta, o Summit Sportlab, realizado nesta quinta-feira, convidou Luis Justo, CEO do Rock in Rio, que realizou o painel “Por que o esporte brasileiro deve ir ao Rock in Rio?”.

O executivo começou a apresentação falando que o Rock in Rio passou por uma grande evolução e não é apenas um evento de música. O evento surgiu há 35 anos. “Hoje é um mega evento com várias marcas, patrocinadores. Mas imagina há 35 anos, quando nenhuma banda internacional tinha pisado em solo brasileiro”, contou Justo.

De acordo com o executivo, foi criado um “modelo que vai muito além daquele show, daquele festival que coloca um artista em cima do palco. Criamos um modelo de negócio”. Neste período, o evento se internacionalização, com edições em Lisboa, Madrid e nos Estados Unidos.

Para melhorar a experiência dos fãs do festival, foi criado o Rock in Rio card, que permite comprar um dia de atrações do evento, antes da divulgação dos nomes dos artistas que irão se apresentar na ocasião. Outro é o Club Rock in Rio, que é um clube de fidelidade do festival, que permite a compra de ingressos com dois anos de antecedência, sem a necessidade de enfrentar a correria da véspera do evento.

Uma ação inusitada do Rock in Rio e que trouxe grande retorno foi a venda de lama. “Na primeira edição do Rock in Rio muita gente reclamou que ficou na lama. Agora, na última edição, nós fomos ao lugar do primeiro festival, escavamos e vendemos em potes de vidro por R$ 185. Vendemos muita lama!”, contou o CEO do Rock in Rio.

Em busca de agradar aos cinco sentidos, foi criada até mesmo uma fragrância que remete ao festival. “Quem quiser pode levar o cheiro do Rock in Rio para casa, pode comprar no site”, disse Justo.

O festival busca construir uma relação com os frequentadores do evento. Uma equipe circula pela Cidade do Rock e se vê uma boa ação, como uma pessoa empurrando uma cadeira de rodas, ela recebe um cartão azul, dizendo que ela ajuda a construir o festival e que ela pode retirar um brinde no site. Caso haja alguma queixa, é entregue um cartão vermelho com um pedido de desculpas, explicando que é feito um grande trabalho para permitir o evento, mas que problemas acontecem e que a pessoa pode acessar o site e retirar um brinde com um pedido de desculpas. “É uma forma de reverter uma experiência negativa”, explicou o executivo.

Ele destacou que é possível criar experiências positivas em diversas situações. Ele trouxe o exemplo da sala de tomografia de um médico que foi transformada em um espaço lúdico para crianças, imitando um navio. “O médico estava cansado de ver crianças chorando na hora de fazer o exame. Agora tem algumas que perguntam ‘quando vou poder vir aqui brincar de novo?’”, resumiu o CEO do Rock in Rio.

Imagem: reprodução

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