Pedidos de falência de empresas caem 0,3% em 2019

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Os pedidos de falência caíram 0,3% em 2019 na comparação com 2018, de acordo com dados da Boa Vista. Ainda segundo o levantamento, no ano passado, as falências decretadas apresentaram queda de 10,8% em relação a 2018, enquanto os pedidos de recuperação judicial e as recuperações judiciais deferidas diminuíram 10,7% e 7,9%, respectivamente.

No mesmo sentido, em dezembro todos os indicadores recuaram na comparação com novembro, sendo que as Falências Decretadas caíram 39%, os Pedidos de Recuperação Judicial, 3,8%, as Recuperações Judiciais Deferidas, 31,3%, e os Pedidos de Falência, 29,7%.

O resultado de 2019, apesar de tímido, representa o terceiro ano consecutivo de queda nos pedidos de falência. Esse movimento está atrelado à melhora nas condições econômicas desde 2017, que permitiu às empresas apresentarem sinais mais sólidos nos indicadores de solvência até o final do ano passado.

Entretanto, a continuidade desse processo dependerá de uma retomada mais acelerada da atividade econômica nos próximos meses.

Além disto, não há sinais de deterioração da situação financeira das empresas, ainda que a economia cresça a um ritmo abaixo do ideal. Outro fator que ajuda o setor empresarial é a redução das taxas de juros, que também abre oportunidades para a renegociação de dívidas.

As pequenas empresas, por exemplo, foram responsáveis por 94,2% dos pedidos de falências e 93,6% dos pedidos de recuperação judicial. Com relação a falências decretadas e recuperações judiciais deferidas, também houve predominância de ocorrências entre pequenas empresas, que responderam por 97% e 93,1% dos totais, respectivamente.

Na divisão por segmento da economia, o setor de serviços, que concentra a maior parte dos pequenos empreendimentos, respondeu pelo maior percentual dos pedidos de falência, de 43,3%; seguido do setor industrial, com 28,6%, e do comércio, com 28,1%. No mesmo período do ano passado, o setor de serviços respondeu por 41,7% dos pedidos de falência, contra 31,9% da indústria e 26,4% do comércio.

*Imagem reprodução

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