Já ouviu falar sobre eficiência compartilhada e seus benefícios?

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eficiência compartilhada
[tempo para leitura: 4 minutos]

Muito se ouve sobre os novos modelos de negócios compartilhados e alguns dos mais conhecidos são os ambientes de trabalhos, tais como: coworking, salas compartilhadas e nas vendas os famosos marketplaces (ex: Amazon com o modelo logístico e outros sem, como por exemplo o ShopFácil).

Porém, se expandirmos o conceito de “compartilhar”, percebemos se tratar de uma grande caixa com possibilidades diversas e benéficas para os negócios.

Entrando em detalhes, o compartilhamento está diretamente ligado a eficiência. Sejam eles o de otimizar espaços, de rentabilizar serviços, amortizar OPEX ou em alguns casos, apenas os compartilhamentos culturais intangíveis em questões de valores.

Em uma das ondas do ciclo do varejo, desde a indústria até o cliente final, podemos perceber uma movimentação para aquilo que chamamos de eficiência compartilhada. Para discutirmos melhor – e em mais detalhe esse movimento -, algumas perguntas irão direcionar o assunto:

O que minha a empresa faz ou disponibiliza de serviços que outras empresas também fazem?

Quais são os gastos, custos e despesas que a minha empresa possui e que outras empresas do setor também?  (pensando em upsellig, crossselling, etc)

O que eu posso ofertar para essa empresa parceira em que ambos realmente tenham benefícios e ampliem a eficiência?

Se detalharmos os números para esses ganhos, algumas empresas podem chegar até 20% na redução de custos, quando compartilham como exemplos:

“A Korin Agropecuária, pioneira na produção de frangos e ovos livres de antibióticos e com certificação de bem-estar animal, também colhe bons frutos com o uso da logística compartilhada. Em apenas dois anos de iniciativa, a organização reduziu o impacto dos gastos com transporte em 25%.”

“Se eu empresto um carro para uma pessoa por uma semana, o valor cobrado precisa incluir todos os custos variáveis desse veículo – combustível, pedágio, gastos com pneus, entre outros – mas também preciso cobrar uma pequena parcela dos custos fixos que eu tenho como IPVA, seguro, empréstimos no banco, ou seja, ‘contas’ que eu terei que pagar independente do carro rodar ou não. É aí que está o ganho do compartilhamento de recursos. Se eu conseguir alguém que utilize o veículo nos períodos que ele está parado e que me cubra um pouco desses custos fixos, eu estarei sempre no ganho”, afirma o especialista em logística.”

Fonte: https://www.cobli.co/blog/tudo-sobre-logistica-compartilhada/

Abaixo cito outros ganhos que podem ser alcançados:

  • Otimização de serviços, processos e fluxos;
  • Ampliação de visão de mercado;
  • Aumento de vendas e serviços;
  • Captar dados do mercado (além da sua empresa, você terá dados dos parceiros para poder melhorar sua operação);
  • Vantagens fiscais e jurídicas (diminuição, substituição, etc)

Com essas três perguntas e suas respectivas respostas é possível mapear e compreender como muitos custos, gastos e serviços da sua empresa podem ser compartilhados, principalmente os processos aos quais são repetidos por ambas as empresas, mas que cada uma possui seu gasto financeiro e/ou operacional separado, ou seja, cada conta separada.

Abaixo cito outros exemplos maiores de cenários compartilhados:

  1. Antenas de transmissão (celular e ondas de radio): algumas das grandes empresas já perceberam que a competitividade se dá através de alguns serviços e outros não. Como é o caso das antenas de transmissão na telefonia, portanto por que cada empresa deve pagar pelo mesmo serviço no mesmo local?  A ideia então foi se unir e contratar apenas uma vez o serviço, reduzindo o gasto com isso, pode chegar até pela metade se o gasto para as duas seja único.
  1. Compartilhamento de área logística: esse é um dos grandes desafios da indústria e distribuição: como melhorar e otimizar a logística. Nesse modelo algumas empresas já estão buscando saídas como:
  • Alugar o espaço que não se usa na logística para parceiros abrirem suas filiais;
  • Compartilhamento de carga e fluxo de caminhões;
  • Compartilhamento de serviços terceiros (equipe de logística terceirizada e paga por eficiência) não é funcionário de nenhuma das empresa, mas sim contratado para o local.
  1. Vendas e vendedores: normalmente muito se percebe que um vendedor é focado apenas de uma carteira de serviços ou produtos nos mercados específicos, porém percebe-se que um vendedor quando bem treinado e orientado pode se tornar um representante multi-carteiras.

Se pensarmos que um cliente pode vender produtos e serviços complementares (não concorrentes) a conta fica dividida e assim naturalmente as comissões e valores também são divididos.

  1. Serviços e entrega: empresas de logísticas atendem mais de um cliente, o contrato é feito exclusivamente de empresa para empresa. Se no novo modelo você tem uma filial da sua empresa dentro da logística de um parceiro ou se o parceiro tem uma filial dentro do estoque na sua empresa, porque não ter apenas um contrato de entregas e remessas?  Aumentam as quantidades de entregas e a negociação pode ser vantajosa para ambos.

O questionamento que fica é o pensamento que as melhorias muitas vezes não estão em alterar ou mudar os processos internos da empresa para reduzir os custos ou vantagens financeiras. Analise o mercado compreendendo quais opções existem de empresas que podem se tornar parceiras com seu negócio.

Na sua empresa existe a possibilidade de redução de custos e ganhos?
Talvez o comprar e adquirir se tornou obsoleto, precisando repensar o modelo.

Estamos constantemente apoiando as indústrias e empresas com a otimização dos drives de lucratividade, focados em aumento da eficiência em diversas áreas internas e externas do varejo.

NOTA: A GS&Consult, consultoria de negócios da Gouvêa de Souza atua da Estratégia a Operação. Na consultoria adotamos o modelo “agile” de atuar e entregar nossos projetos. Através de “sprints” pré-determinados e validação com nossos clientes a cada etapa, considerando a volatilidade do mercado e novas demandas, cada projeto evolui se adequando ao mercado até a entrega final totalmente aderente as necessidades do negócio.

Algumas dessas reflexões foram atualizadas nas discussões e apresentações feitas durante o Retail Trends – Pós NRF 2020 realizado em São Paulo no dia 6 de fevereiro e que agora são apresentadas em importantes cidades no Brasil. Veja abaixo a agenda completa:

Agenda Retail Trends Pós NRF 2020
05/03 – Rio de Janeiro
11/03 – Recife
18/03 – Porto Alegre
24/03 – Salvador
02/04 – Belo Horizonte
07/04 – Florianópolis

* Imagem reprodução

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