É nos momentos de tensão que melhor conhecemos as pessoas

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Crise
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Em verdade é nos momentos de tensão e na separação que conhecemos as pessoas. Especialmente os líderes. E este é um momento, um dos mais tensos da história de cada um, onde somos todos colocados à prova para nos movermos de forma equilibrada e inspirada, sem menosprezarmos todos os riscos envolvidos, mas também sem nos envolvermos, em alguns casos, no desproporcional fatalismo ou histeria.

A conjugação das consequências globais do COVID-19 com as estripulias com o preço e produção do petróleo associadas à flutuação doentia das ações, e mais, no caso brasileiro, um estilo juvenil de tratar crises por parte de alguns políticos associados com uma queda de 36% na bolsa em duas semanas gerou um quadro onde predominam as incertezas, dúvidas, preocupações e sobressaltos em tempos digitais, ou seja, a cada segundo.

Nesse cenário muitos, sem dúvida, preferiam poder embarcar no poema de Manuel Bandeira e mandar-se para Pasárgada onde, amigo do rei e com outras regalias mais, se abrigaria até quando a tormenta passasse ou o bom senso voltasse a imperar.

O que é dito pelas autoridades responsáveis é atropelado pela avalanche de fake news e notas P2P nas redes sociais que provocam reações desmedidas e compulsivas, que exponenciam o quadro de incertezas e, porque não reconhecer, de medo.

O problema aí está e é potencializado pelo risco de um processo acelerado de contaminação e suas eventuais consequências no tratamento dos casos que realmente necessitem de tratamento hospitalar que poderia levar a um colapso com consequências muito mais sérias.

Mas é nesse momento, exatamente agora, que se separam homens e mulheres líderes de meninos e meninas.

O cenário pede a combinação virtuosa de elementos que envolvam equilíbrio, senso de responsabilidade, iniciativa, senso de urgência, correta capacidade de avaliar riscos e consequências e, acima de tudo, condição pessoal para inspirar confiança e a tranquilidade na dose certa que o momento requer.

Sem descuidar de tudo que é fundamental ser cuidado nesse momento, especialmente as pessoas.

De fato, tudo que fizermos agora, como nos comportarmos e liderarmos, em casa, no trabalho, nos círculos pessoais, nas empresas, na sociedade, entidades e nos negócios, vai marcar o resto de nossas vidas.

Daí porque é necessário mesclar a seriedade que o momento requer com a grandeza, as iniciativas e a tranquilidade que só os verdadeiros líderes podem oferecer.

E eis porque é inconcebível, de quem quer que seja que se misture galhofa com coisa séria num momento como esse. É absoluto desrespeito com profissionais, pais e mães, empresários de todos os portes e pessoas comuns que vivem os dias atuais pressionados e assustados pelos antigos e já conhecidos problemas com os novos gerados pela situação atual.

Mas bem sabemos que visão e grandeza não são coisas que foram distribuídas de forma harmônica no mundo.

O fato inconteste é que não podemos minimizar em nada o momento de dificuldade que o mundo e o Brasil estão vivendo. Mas que pode ser maior ou menor dependendo de como os líderes se posicionem e comportem neste momento. Em especial em sua capacidade de unir, integrar, comunicar, transmitir confiança e motivar pessoas. Não importa quem sejam.

O que fizermos agora vai marcar o resto de nossas vidas e é nestes momentos de extrema tensão que conhecemos de fato as pessoas.

1 COMENTÁRIO

  1. A visão generalista é correta, mas vivemos tempos de pessoas que não deixam o País e a sociedade caminhar. Então, temos que reduzir o campo a ser focado. E desse foco montar a estratégia.
    Todo cuidado sim! Histeria desmedida não.
    Não dá para querer salvar a massa enquanto promove-se o seu sufocamento.
    O “coronavírus” é um adversário perigoso e do qual não sabemos em que condições aportará de vez. Por enquanto o peso é expectativa.
    Um posicionamento com medidas e tempos é aconselhável.
    O sufocamento como contra-ataque a todo custo é a certeza de que teremos dias muito tenebrosos.

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