Segundo presidente do IDV, não existe país sadio se as pequenas e médias empresas não estiverem bem

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Marcelo Silva IDV
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O Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), principal associação do empresariado ligado ao varejo, acredita na necessidade de fechamento de lojas e doações significativas no combate à pandemia, mas entende que é fundamental propor ações urgentes com impacto na economia. As colocações foram feitas por meio de seu presidente, Marcelo Silva, que participou hoje da Live Mercado & Consumo em Alerta.

Segundo Silva, o Brasil está vivendo um pandemônio. “Há locais onde os distribuidores já não conseguem chegar por restrições de circulação, e isso afeta o abastecimento de estabelecimentos que estão em funcionamento”, disse. Para ele, que está à frente do instituto que representa os 30 mil maiores varejistas do Brasil e 200 centros de distribuição, é necessário sincronizar as medidas para evitar o exagero. “Sabemos que 80% do varejo é composto por pequenos e médios. Se eles tiverem problemas, todos terão” lembrou durante o bate-papo onde também estavam Claudia Abreu, CEO do Mundo Verde e Waldir Beira Júnior, presidente Executivo da Ypê.

Sobre abrir ou não os estabelecimentos, o executivo foi enfático, “sigamos as autoridades competentes nos âmbito estadual, municipal e federal, pois eles sabem a melhor recomendação par o momento”. Pelo IDV, Marcelo Silva disse que tem conseguido chegar a um denominador comum entre todos os associados quando o assunto envolve as ações que devem ser tomadas neste momento. “As resoluções não agradam a todos, mas estamos buscando o melhor que entendemos para o Brasil”, comentou.

No âmbito trabalhista, o IDV recomenda aos seus associados negociar ao máximo a antecipação de férias, redução de jornada, e home office para evitar uma recessão. Já do ponto de vista tributário, o instituto encaminhou sugestões com uma série de medidas a serem estudadas pelo Governo Federal, sendo uma delas a tarefa de socorrer Estados e municípios para permitir a prorrogação de todos os impostos, taxas e contribuições por 120 dias, de maneira ampla e irrestrita, com pagamento parcelado deste período entre julho e dezembro de 2020.

Para Marcelo Silva, é necessário reduzir “as graves consequências de uma queda brutal da atividade econômica, que provocaria uma profunda recessão, com encerramento de muitas atividades e consequente altíssimo nível de desemprego”. O presidente do IDV disse ainda que é preciso olhar o país como um todo e que uma discussão harmônica se faz necessária até que uma solução mais palpável seja encontrada para reduzir drasticamente a incidência do vírus. “Precisamos de união”, finalizou.

* Imagem reprodução

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