Ao tentar vender menos, as empresas vão acabar vendendo mais!

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Transformação do varejo
[tempo para leitura: 3 minutos]

Só se fala num mundo diferente pós-pandemia e realmente tudo indica que nada continuará igual como antes.

Temos ouvido e lido em exaustão que nas empresas essa crise tem servido para acelerar planos que já estavam em andamento e que agora os executivos foram obrigados a tirar do papel, colocar em prática, tornando os prioritários em suas agendas de atividades. Dentre eles, destacaria a digitalização dos negócios e implantação de metodologia de gestão ágil típicas de start ups. Literalmente agora é questão de sobrevivência!

Mas isso é só a ponta do iceberg e questões essenciais também devem ser revistas.

Chama a atenção a relação das marcas com seus consumidores nos tempos difíceis que estamos vivendo. É certo que manter seu propósito, proposta e geração de valor também são temas prioritários na pauta das empresas mas agora será possível identificar quem de fato faz acontecer e quem só se sustenta no discurso teórico. Máscaras irão cair!

A comunicação de uma empresa é reflexo de seu posicionamento e há indícios de quem já percebeu que a relação como os consumidores está diferente e poderá continuar diferente. Um exemplo é o varejo de bens essenciais que continua operando de forma mais normal, mas onde os gatilhos promocionais tradicionais do “não perca a oportunidade!!” foram substituídos pelo apelo do CONSUMO CONSCIENTE. Obviamente é algo pontual e passageiro mas que muito provavelmente deixará residual pós corona vírus. O consumidor sairá diferente dessa crise, muito mais criterioso e buscando mais o essencial do que o supérfluo. A mensagem do seu negócio, produto e serviço deverá considerar um cliente mais sensível a aspectos que tinham menor importância pré-crise.

A relação das pessoas vai mudar e relação das empresas também. Dessa forma modelos mentais, percepção de valor e abordagens comerciais serão diferentes.

O “hard sell”, o “tirador de pedidos”, o “que empurra goela abaixo”, o “que vende mas não entrega” e “o que não leva solução para o cliente” não sobreviverá no novo ambiente de negócios. Será preciso outro nível de conexão e maneira diferente de fazer negócios que deverá ser espelhado no mundo digital e na experiência do varejo físico.

O mercado será MENOR e a competição muito MAIOR. O momento é oportuno para profunda reflexão de como se reinventar como profissional e como empresa para garantir proposito genuíno e geração de valor para um consumidor mais seletivo e difícil de convencer para converter uma venda.

Nesse processo de reinvenção e transformação é essencial serenidade e principalmente visão estratégica de que como se reposicionar para um novo mercado. É algo que impacta toda a empresa, pessoas e processos. Ter a capacidade de sobreviver ao day after e ao mesmo tempo não abandonar uma visão de médio e longo prazo será fundamental para se manter no jogo.

Colaboração, diálogo, compartilhamento de conhecimento, conteúdo, busca por parcerias e construção conjunta são elementos que farão diferença para buscar verdadeira conexão com seu mercado e consumidores.

Tudo indica que quem obter sucesso com tudo isso, entregará mais e venderá mais.

Vale lembrar que todos estão na mesma página, o inimigo é comum para todos e ninguém tem a receita para enfrentar os desafios futuros. Talvez seja o momento mais oportuno para se destacar, se diferenciar e como consequência vender mais.

NOTA: a GS&Consult, consultoria de negócios da Gouvêa de Souza atua da Estratégia a operação. Na consultoria adotamos o modelo “agile” de atuar e entregar nossos projetos. Através de “sprints” pré-determinados e validação com nossos clientes a cada etapa, considerando a volatilidade do mercado e novas demandas, cada projeto evolui se adequando ao mercado até a entrega final totalmente aderente as necessidades do negócio.

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* Imagem reprodução

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