Setor de serviços tem queda recorde em março na pandemia

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Com o fechamento de diversos estabelecimentos de serviços não essenciais, desde a metade de março, para conter o avanço do novo coronavírus, o volume de serviços prestados no mês teve queda recorde de 6,9% no mês na comparação com fevereiro. O resultado é o pior da série histórica da Pesquisa Mensal de Serviços, iniciada em 2011, superando até a taxa de -4,8% de maio de 2018, durante a greve dos caminhoneiros.

A taxa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira (12) veio pior que a mediana das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, de queda de 6% no volume de serviços em março ante fevereiro. Em fevereiro o setor já havia recuado 1%.

Redução nos serviços

“Essa queda é motivada, em grande parte, pelas paralisações que aconteceram nos estabelecimentos, sobretudo nos restaurantes e hotéis, que fazem parte dos serviços prestados às famílias. Outras empresas também sentiram bastante depois do fechamento parcial ou total, como os segmentos de transporte aéreo e algumas empresas de transporte rodoviário coletivo de passageiros”, explica o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

“A paralisação dos serviços não essenciais no final do mês de março provocou uma redução abrupta na receita do setor, especialmente nos segmentos de turismo, alimentação, eventos e lazer em geral. A retração deverá ser ainda mais intensa em abril, em que as medidas de isolamento já eram vigentes desde o início do mês”, resume, em nota, a MCM Consultores, que projetava contração de 5,5% em março.

Com informações do portal Ecommerce Brasil.
* Imagem reprodução

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