Para o cofundador da Chinnovation, cada vez mais o modelo de super app faz sentido

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IN HSIEH - Cofundador – CHINNOVATION
[tempo para leitura: 2 minutos]

A China ganhou ainda mais destaque por ter sido o local de surgimento do novo coronavírus, que em poucas semanas, se tornaria uma pandemia mundial. E não restam dúvidas de que em pouco tempo o país retornará ao posto de liderança no comércio mundial, principalmente eletrônico. O cofundador da Chinnovation, In Hsieh, foi um dos convidados da live Mercado & Consumo em Alerta desta manhã e comentou um pouco sobre o que podemos aprender com o ecossistema chinês e com as boas práticas para viver durante e depois do coronavírus.

O especialista no mercado chinês dividiu sua apresentação e dois períodos – antes e depois do coronavírus. Antes da covid-19, a China vinda de um modelo de crescimento exponencial dentro do ambiente VUCA e fluidez das transformações. Quando declararam lockdown, uma das grandes ferramentas que eles tinham era a tecnologia. Com a pandemia, esse processo tecnológico do país foi acelerado e potencializou ainda mais várias áreas que já estavam avançadas na China. Um exemplo dessa tecnologia é o We Chat, que passou de um aplicativo de produtividade para uma ferramenta de gestão de todo processo do coronavírus, com o monitoramento da doença, por exemplo.

A partir de 15 de março, pico da pandemia no país, o superaplicativo se tornou uma espécie de passaporte dos chineses. Entre as medidas adotadas pelo aplicativo, está o uso de código QR para rastrear usuários que utilizam o transporte público. Quando o indivíduo entra em algum meio de transporte – como táxi, metrô ou ônibus -, ele consegue enviar suas informações para o aplicativo por um código. Se este passageiro for depois diagnosticado com a covid-19, o aplicativo envia uma mensagem a todos que também utilizaram o mesmo transporte, avisando-os de uma possível contaminação. “Além disso, também é possível acessar, sem sair do app, um mapa digital que indica onde, nas proximidades, estão registrados casos de pacientes com a doença. Tudo graças a Inteligência Artificial”, explicou Hsieh.

Segundo In, cada vez mais o modelo de super app faz sentido, porque o cliente quer ser atendido totalmente dentro do aplicativo. No Brasil ele acredita que o interesse existe, mas além da restrição por conta da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) está a aceitação do usuário brasileiro em relação ao modelo. “No Brasil estamos vendo surgir empresas candidatas ao ecossistema, mas ainda é preciso haver uma mudança de mindset em relação ao modo de usar e incorporar o modelo por aqui”, disse.

O cofundador da Chinnovation falou ainda sobre os novos hábitos de consumo. Para ele, estamos vivendo uma situação emergencial, onde é preciso estrutura para acompanhar toda transformação digital que a pandemia acelerou. “Temos muita abertura para o digital a importância deste movimento nos negócios é essencial. E com essa realidade do coronavírus, cada vez mais, a população depende de serviços online”, concluiu.

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