“No futuro seremos vistos como líderes da Covid”, aponta CEO do Bob’s

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Ricardo Bomeny - BFFC 2
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Diretamente afetado pelos efeitos da pandemia do novo coronavírus, o setor de restaurantes, hoje formado por um milhão de estabelecimentos que empregam seis de trabalhadores, opera com cerca de  70 mil destes locais via delivery. Segundo Ricardo Bomeny, CEO da BFFC, Holding que controla as marcas Bob’s, Yoggi, este número é pequeno perto da quantidade de operações ativas. O executivo participou de uma live promovida pela Mercado & Consumo na manhã desta quarta-feira (27).

O executivo, que além do Bob’s e Yoggi tem em seu portfolio a master franquia da marca Doggis para o Brasil, além de ser franqueada das marcas KFC e Pizza Hut na cidade de São Paulo, conta que por ser uma rede espalhada por todo território nacional e em diversos formatos, como lojas e quiosques, por exemplo, nunca ultrapassaram o número de 50% de lojas fechadas. “Todo nosso negócio alocado em shopping centers corresponde 45% da nossa operação, os outros 55% são lojas nas ruas, ou seja, conseguimos continuar na ativa, mesmo com um respiro um pouco mais apertado”, explica Bomeny.

Para o CEO da BFFC, os shopping centers são locais onde as pessoas escolhem para se encontrar. Só na região sul do país, 90% dos shoppings já estão abertos e operando com um fluxo entre 30% e 50% menor se comparado ao normal . “O novo consumidor está se adaptando a todos os protocolos. Ele fica menos tempo dentro dos shoppings, mas o tíquete médio é maior”, avalia.

Atualmente as marcas da holding estão com 75% das lojas franqueadas e 80% das lojas próprias abertas e o faturamento que se faz neste modelo está muito abaixo daquilo registrado antes. “Hoje estamos faturando 50% se comparado ao mesmo período do ano passado. É um patamar que não paga conta, mas optamos por manter o time trabalhando o máximo possível para atender a demanda da população”, conta o executivo.

Questionado sobre as mudanças de comportamento do consumidor, Ricardo Bomeny alertou sobre a alta demanda por pedidos online e a diversificação de produtos e serviços diferentes que antes, segundo ele, era mais restrita. Atualmente, o e-commerce no Brasil representa entre 5%e 6% do faturamento do varejo e este número pode chegar a 33% até o final do ano, gerando um volume financeiro de cerca de R$ 100 bilhões. “Temos também que pensar nos pequenos empreendedores que possuem mais dificuldades para
implantar o e-commerce e novas modalidades ao seu negócios, assim todos conseguem prosperar”, disse.

A bancarização das pessoas foi outro fator positivo destacado pelo executivo. Para ele, as medidas do governo estimularam esse comportamento a partir do coronavoucher. “O lançamento de uma conta digital para dar agilidade ao repasse do dinheiro prometido aos brasileiros mais vulneráveis ajuda a inserir essa parcela da população em um ambiente que pode estimular a economia do país”, contou Ricardo que, no futuro, afirmou que todos “serão vistos como líderes da Covid”.

* Imagem reprodução

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