“Reavaliar o tamanho das lojas será uma das preocupações no futuro”, disse diretor presidente e CEO da Tok&Stok

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Ivan Murias - TokStok
[tempo para leitura: 2 minutos]

Com pouco mais de 20 anos de atuação no setor de varejo e passagens por grandes empresas, Ivan Murias, diretor-presidente e CEO da Tok&Stok disse hoje que mudanças de comportamento nas empresas como maior velocidade, menor aceitação com informalidades, maior consciência e maior solidariedade estão entre os legados da atual crise.

O executivo, que esteve ao lado de Ricardo Bomeny, CEO da BFFC e Esther CEO da Ornare, contou que a empresa decidiu fechar todas as suas operações no dia 31 de março, respeitando as medidas anunciadas. “Ficamos em lockdown por cerca de 60 dias e hoje 10% das nossas lojas foram reabertas, a maior delas concentradas na região sul do país e fora dos shoppings. Estamos voltando fisicamente aos poucos e com muita segurança”, disse.

A Tok&Stok decidiu colocar seus mais de dois mil colaboradores para trabalharem de casa, em contratos individuais. Os times os centros de distribuição e montagem continuaram operando por questões de logística e entregas já agendadas. Já o e-commerce da empresa teve seu tamanho quadruplicado no período. “Assim como muitas empresas, tivemos que nos readaptar e migrar grande parte dos nossos esforços para as vendas online, que nos surpreendeu com um salto bastante significativo, apesar as crise”, explicou o CEO.

O executivo chamou atenção para os shopping centers, que cada vez mais estão sendo adaptados para o modelo de convivência e lazer para a população. “Notamos um aumento relevante em nosso e-commerce, logo, pensamos, por que as pessoas irão sair de suas casas para fazerem compras se a loja online e o delivery estão ativos para ajudar? Esse comportamento coloca em cheque o papel das lojas dentro destes centros comerciais, pois estaremos desconexos no contexto que os próprios shoppings têm se posicionado para o futuro”, alerta Murias.

O executivo alertou ainda sobre a reavaliação de tamanhos de lojas, porte de redes, número de lojas, papel da experiência física e das abordagens de relacionamento em função do crescimento repentino de multicanais integrados. “O desafio na volta vai ser adaptar todos os processos”, finalizou.

* Imagem reprodução

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