Com consumidores em casa, vendas de materiais de construção ganharam força no e-commerce

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Com consumidores em casa, vendas de materiais de construção ganharam força no e-commerce
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Embora o isolamento social tenha impactado o comércio em todo o país, o setor de materiais de construção vem se recuperando. As vendas da indústria em maio superaram o período pré-pandemia, com o varejo apostando mais no e-commerce.

De acordo com estudo da Juntos Somos Mais, joint venture entre Votorantim Cimentos, Gerdau e Tigre, as vendas da indústria para o varejo no mês passado subiram 8% em relação a fevereiro.

“A queda em materiais de construção foi bem menor do que em outras atividades. Na maior parte das cidades, o setor foi considerado como comércio essencial. Além disso, atribuímos o desempenho também aos consumidores ficando muito mais tempo em casa”, diz Antonio Serrano, presidente da Juntos Somos Mais.

Durante a quarentena, o consumidor sentiu necessidade de fazer reparos em casa e isso aumentou a demanda por materiais de construção. Neste contexto, materiais de acabamento registraram uma procura maior do que materiais básicos, como cimento, por exemplo.

Segundo Serrano, o e-commerce também cresceu na quarentena. As vendas online não são uma prática tão comum entre as empresas do setor: em uma pesquisa com cerca de 1.200 lojistas, apenas 24% vendiam pela internet antes da pandemia. Mas com a quarentena, houve um aumento de 50% das empresas que passaram a apostar no e-commerce.

O levantamento mostrou ainda que as lojas buscaram mais crédito durante a pandemia. Cerca de 56% precisaram de empréstimos; 6% disseram que a solicitação de crédito foi reprovada pelo banco; 13% afirmaram que as condições não eram aceitáveis, com taxas de juros elevadas e “impraticáveis”.

A situação é especialmente difícil para pequenas empresas. Estimativas da Junto Somos Mais revelam que das cerca de 136.000 lojas de materiais de construção no país, mais de 80% estão enquadradas no Simples Nacional. “A principal busca por crédito no varejo do setor é por capital de giro”, diz Serrano.

Perspectivas

O estudo mostra que 30% das indústrias consultadas acreditam que o faturamento será até 10% menor neste ano e 20% afirmam que a retração das vendas será entre 10% e 30%. Por outro lado, 50% estimam que a receita ficará em linha com 2019.

O resultado do levantamento indica uma melhora de perspectiva quando comparada à pesquisa realizada em 17 de abril, quando apenas 22% das empresas acreditavam que, em 2020, teriam um faturamento próximo a 2019.

“A construção civil é sensível ao nível de confiança na economia e ao emprego”, diz Serrano. “Mas o setor é resiliente.”

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